IMPOTENCIA SEXUAL E INFERTILIDADE
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Frigidez ou Impotencia Feminina é uma condição na qual a mulher é incapaz de alcançar ou manter a excitação sexual. Ela não sente desejo por relações sexuais é incapaz de sentir a excitação, orgasmo ...
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A frigidez feminina, diferentemente da impotência masculina, necessariamente não se faz sintoma. É no decorrer do trabalho analítico que ela pode assumir o estatuto de sofrimento para um sujeito. O que pode nos oferecer a psicanálise como parâmetros para pensarmos a(s) causa(s) da frigidez? Com Freud, retomaremos aspectos da célebre análise conduzida na princesa Marie-Bonaparte, que sofreu com sua frigidez. Com Lacan, destacaremos o manejo da relação transferencial para que a dialética do amor, desejo e gozo possa ter lugar no mundo psíquico daquela que ocupava a posição defensiva denominada frigidez
A frigidez feminina, diferentemente da impotência masculina, necessariamente não se faz sintoma. Na clínica, muitas vezes recebemos pacientes cujas queixas não apontam para a frigidez e, no decorrer do trabalho analítico, esta freqüentemente se faz sintoma, ou seja, assume o estatuto de sofrimento para aquele sujeito. Um programa de TV, a leitura de um artigo, uma palestra sobre esse tema também podem ser provocadores, como podemos depreender desta fala, no caso, dita por uma aluna – casada há muitos anos –" falta de desejo sexual, desejo sexual em mulheres, saúde da mulher, viagra feminino" - no final de uma aula: “Agora, eu quero saber por que, até hoje, eu nunca vivi este tal gozo sexual”. Este material nos leva a pensar na existência de um tempo na vida de algumas mulheres em que a frigidez não é nomeada, não causa sofrimento; é a partir de um “agora”, de uma marca no tempo, que ela adquire o estatuto de existência. Por outro lado, podemos também falar de frigidez temporária, associada a um determinado momento da vida, e esta é quase genérica na vida das mulheres. Frigidez tem sua raiz em frigi, que em latim significa frio. Entendemos por frigidez um quadro no qual uma mulher não é capaz de gozar numa relação sexual, no qual não existe a expressão, do fogo, do desejo. Este quadro não elimina a possibilidade de esta mesma mulher vir a ser orgástica com outro homem – estamos pontuando, por exemplo, a possibilidade de o parceiro ocupar um lugar de objeto incestuoso, portanto, interditado em nível inconsciente, daquela mulher. Dados de uma pesquisa do Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, realizada com informações de uma amostra de quase 3.000 homens e mulheres, de 18 a 70 anos, trazem-nos importantes informações sobre a qualidade da vida sexual do brasileiro. Deste material, interessa-nos destacar o fato de que 60% das mulheres e 68% dos homens consideram a qualidade da sua vida sexual “muito boa” ou “ótima”; somados aos que a consideram “regular”, essas proporções passam para 86% – mulheres – e 92% – homens. Num aparente paradoxo, esta mesma pesquisa nos diz que 35% das mulheres – 12% dos homens – não sentem vontade de fazer sexo e que 30% das
mulheres – 10 % dos homens – não têm orgasmo. Como acomodar o fato de que 86% das mulheres têm uma vida sexual considerada ótima ou regular, com o dado de que 35% não têm vontade de fazer sexo e de que 30% delas são anorgásmicas? Qualidade de vida sexual e orgasmo são fatores disjuntos no universo feminino? Diferentemente das mulheres, no universo masculino a impotência conta na conta: 92% dos homens consideram sua vida sexual “ótima” ou “regular” e 10% dizem ser impotentes. Considerando-se o fato, conforme já observado em nossa clínica, de que para muitas mulheres a frigidez não se faz sintoma, ou seja, não é freqüente uma mulher buscar ajuda de um profissional psi “por causa do sofrimento causado por sua frigidez”, pergunta-se o que permite a uma mulher viver toda uma vida, sem que sua frigidez a angustie, inclusive podendo dizer “que sua vida sexual vai bem!”. Por que será que isto não a provoca, tanto quanto ao homem impotente, no sentido de buscar ajuda? É interessante destacar que, no Hospital das Clínicas de São Paulo, no ambulatório que oferece atendimento para disfunções sexuais, quando uma mulher chega queixando-se de sua frigidez, é freqüente ter sido conduzida até lá pelo próprio marido, ou, quando só, menciona, também com muita freqüência, “que está lá porque o marido queria que ela fizesse um tratamento”. A frigidez feminina parece ser um problema que faz sofrer, primeiro, ao homem, muito antes de fazer sofrer à própria mulher. Com isto, não estamos afirmando que a frigidez não cause sofrimento para a mulher, mas antes, estamos, sim, questionando o porquê deste sintoma ter a característica de ser, durante um tempo, sintônico ao mundo psíquico feminino, até que um tropeço no real provoque um desequilíbrio, uma interrogação... Nomear o sofrimento advindo desta ruptura, implicar-se no seu sintoma serão momentos cruciais para que o caminho de uma mudança possa se desenhar, tornando-se, então, a figura do psicanalista fundamental neste trajeto a ser percorrido. O que pode nos oferecer a psicanálise como parâmetros para pensarmos a(s) causa(s) da frigidez? Freud e a questão da frigidez Para encaminharmos estas questões, destacaremos a abordagem que Freud faz deste tema no texto “O tabu da virgindade” (Freud, 1918). Suas reflexões recaem sobre a primeira relação sexual da mulher e diz que o esperado seria a mulher, após a relação, buscar se enlaçar aos braços do homem, vislumbrando uma expressão de agradecimento e promessa de uma sujeição duradoura, mas, num aparente paradoxo, isto freqüentemente não acontece. Na primeira relação 29 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 sexual, é freqüente a mulher não sentir prazer, permanecendo fria e insatisfeita. É a repetição do ato sexual que pode transformar esta reação inicial de frigidez, no sentido de que reste como uma marca pontual em sua história de vida. Outras vezes, independente dos esforços do companheiro, a frigidez pode perdurar durante toda uma vida. Numa busca para compreender esta reação da mulher à primeira relação sexual, Freud retoma alguns estudos antropológicos e observa ter sido freqüente entre povos primitivos o fato de que outra pessoa, e não aquela que iria desposar a mulher, ser a designada para a cerimônia de defloramento da futura parceira. Freud conclui haver um perigo oculto neste primeiro momento e que os primitivos buscavam a proteção do marido. Qual seria este perigo? Sempre pautado na clínica, Freud tira a lição do caso de uma mulher que, apesar de amar o marido e incitá-lo a ter relações com ela, após cada relação demonstrava hostilidade para com ele – injuriava-o física e verbalmente. Aí estava o perigo: atrair a hostilidade da mulher. O defloramento associa-se a um ataque narcíseo, a uma ruptura, no real, de uma imagem de completude. Uma conseqüência possível diante desta “perda” pode ser a ativação de uma série de impulsos contrários à assunção de uma feminilidade normal.- " pramil feminino, estimulante sexual feminino, impotencia feminina, frigidez, mulher frigida, prazer da mulher, como a mulher pode sentir mais prazer, impotencia feminina, impotencia sexual feminina,frigidez feminina" - Em outras palavras, Freud associa a frigidez com uma sexualidade feminina inacabada, ou seja, das três saídas possíveis da sexualidade para uma mulher, as frígidas teriam se fixado na fase viril. Nesta fase predominaria a inveja do pênis e uma hostilidade em relação ao homem, resultando num complexo de masculinidade, num corpo de mulher. Como pensar nestes três caminhos propostos por Freud? O que os determinam? Numa busca para responder ao enigma da feminilidade, Freud se depara com o fato de que a problemática da sexualidade feminina gira em torno do abandono de uma ligação amorosa primária, centrada na figura materna, e a eleição da figura paterna como objeto de amor. O que a impulsiona a abandonar a mãe e buscar o pai como objeto de amor é a descoberta da diferença dos sexos: percebe que não tem um pênis e, diante deste fato, uma escolha se impõe – estamos falando do complexo de castração e dos caminhos possíveis diante do Penisneid. A menina atribui à mãe a responsabilidade por tê-la feito incompleta e lida com esta dor da castração por meio de três caminhos possíveis (Freud, 1932): 1) Inibição sexual: a menina, que até então havia vivido buscando o prazer no clitóris e orientava seus desejos sexuais para a figura materna, diante da inveja do pênis, inibe sua capacidade deste gozo fálico: renuncia a toda a satisfação masturbatória do clitóris, rejeita seu amor pela mãe fálica e, com isto, boa parte de suas aspirações sexuais. O que é traumático, neste caso, é a descoberta da mãe castrada, um modelo de mulher considerado impossível de ser amado, e, portanto, incapaz de funcionar como modelo de identificação imaginária. 2) Complexo de masculinidade: a menina recusa-se a reconhecer a castração da mãe e, com obstinada rebeldia, ela exagera a masculinidade: mantém sua 30 R E V I S T A L A T I N O A M E R I C A N A DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L ano VII, n. 3, set/ 2 0 04 atividade clitoridiana e busca refúgio na identificação imaginária com a mãe fálica ou com o pai – esta é a saída que pode resultar na frigidez para Freud. 3) Feminilidade normal: diante da castração da mãe, a menina renuncia ao amor desta e se volta para o pai, talvez para conseguir dele o pênis que a mãe lhe havia negado. Sabemos que o pai não consegue suplantar totalmente as marcas deixadas pelo amor materno, ou seja, na feminilidade normal, resquícios de uma posição masculina convivem com a feminina. Dito de outro modo, o gozo fálico se mantém, e é acrescido do gozo vaginal. Retomemos o complexo de masculinidade e a articulação que Freud faz da frigidez da mulher com uma hostilidade acentuada para com o homem: “ela sente nada” durante o intercurso sexual. Marie Bonaparte, que sofreu com sua frigidez, deixou rico material para que nos aproximemos de sua dinâmica psíquica. Freud e a princesa Marie Bonaparte: um caso de frigidez Um complexo de masculinidade acentuado e um questionamento sobre sua frigidez levaram Marie Bonaparte, a rica princesa da Grécia e da Dinamarca, e sobrinha-bisneta de Napoleão Bonaparte, a buscar um tratamento junto a Freud: era setembro de 1925. Um ano antes, obcecada pela idéia de conseguir uma transferência da capacidade orgástica do clitóris para a vagina, aproxima-se do professor Halban, de Viena, “biólogo e cirurgião” que conduzia pesquisas junto a mulheres frígidas. Marie Bonaparte, sob o pseudônimo de Narjani, publicará em abril de 1924, na revista Bruxelles Medical, um artigo intitulado: “Considérations sur les causes anatomiques de la frigidité chez la femme”. Neste artigo, ela descreve dois tipos de frigidez: “... a frigidez pela inibição psíquica, que pode ser curada pela psicoterapia, e uma outra, devida a uma distância grande demais entre o clitóris e a vagina” (apud Bertin, 1989, p. 229). Prossegue relatando que a operação praticada por Halban consistia em aproximar o clitóris do meato uretral. Em setembro de 1925, Freud a recebe, e tem início uma análise que será interminável: “fatias” de sua análise serão retomadas até o fim da vida de seu analista. De 1925 a 1938, pontuamos o retorno constante do fantasma da cura da frigidez na vida de Marie Bonaparte, tal como podemos notar no título do artigo acima mencionado, simbolizando a fonte de suas pesquisas constantes: as causas anatômicas da frigidez na mulher. Ocorre que a via privilegiada para o tratamento era, para a princesa, a da intervenção no plano biológico, embora estivesse em trabalho de análise com Freud. Aí está algo que no instiga: Freud, em 1925, acabara de publicar “Algumas conseqüências psíquicas da diferença sexual 31 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 anatômica”, e, em sua tese central, explora as conseqüências psíquicas que a leitura da diferença sexual anatômica produz em cada sujeito. Um importante desdobramento desta colocação é relativo à posição subjetiva que cada sujeito ocupará no que diz respeito a ser homem ou mulher. No entanto, Freud ressalta o mecanismo da recusa como possível, perante o real do corpo. Em outras palavras, uma menina pode ler no real do seu corpo o fato de que não possui um pênis, mas, mesmo assim, continuar a ter a esperança de que um dia possa vir a tê-lo: não abandona a posição fálica, viril; não trilha o caminho que desemboca no desenvolvimento da feminilidade normal. Sabemos que a via do tratamento psicanalítico é, para Freud, a da palavra, e Marie Bonaparte se apresenta com suas pesquisas de cura por via cirúrgica, intervindo diretamente sobre o real do corpo. Mais do que pesquisas: em abril de 1927 ela submete-se a esta cirurgia buscando aproximar o clitóris do meato uretral e, dias depois, escreve a Freud sentir-se desesperada pela sua tolice (apud Bertin, 1989, p. 269). Mesmo assim, em 1930 submete-se a uma segunda cirurgia, novamente para se desembaraçar de sua frigidez, e pela terceira, e última vez, em 1931. O que teria acontecido nesta relação transferencial que impediu Freud de provocar um giro necessário no sentido de interditar o acting out da princesa? Teria ele informações suficientes para pensar a cura da frigidez no contexto do tratamento analítico? Para encaminhar estas questões, recorreremos a um livro de Felix Bryk – Neger Eros –, com que Freud presenteou a princesa. Nesta obra, Bryk relata histórias de mulheres excisadas no antigo Egito. Freud, ao comentar o assunto com Marie Bonaparte, havia dito acreditar que tal cirurgia não devia suprimir as possibilidades orgásticas das mulheres; “os homens nandis não teriam admitido”, ele me diz, “um costume que os privasse da comunhão voluptuosa com suas companheiras, comunhão a que os homens, em todos os climas, dão tanta importância” (ibid., p. 320). Deste texto, depreendemos a crença de Freud em haver um mais-além do real do corpo a comandar a capacidade orgástica de uma mulher, a crença de que a transferência orgástica de uma zona para outra – do clitóris para a vagina – era uma operação não anatômica, e sim inconsciente. Relatos de mulheres excisadas, aos quais atualmente temos acesso pela mídia, encaminham-nos a pensar que esta intervenção freqüentemente provoca frigidez, o que não invalida a possibilidade destas mulheres virem a ser orgásticas. Freud acreditava neste circuito inconsciente dos caminhos edípicos na mulher; no entanto, sua palavra não impedia a princesa de continuar a buscar uma resolução no terreno da anatomia. Relembremos a figura de Fliess e sua importância para Freud quando este iniciava a construção do aparelho psíquico. Fliess acreditava haver uma relação direta entre a mucosa nasal com as atividades genitais: cauterizava o nariz das 32 R E V I S T A L A T I N O A M E R I C A N A DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L ano VII, n. 3, set/ 2 0 04 mulheres para suprimir distúrbios dismenorréicos! Freud separou-se de Fliess, mas parece que o fantasma da crença num determinismo biológico podendo ter um correspondente direto naquilo que é da ordem do psíquico parecia insistir em se fazer presente na vida de Freud. Neste sentido é que nos questionamos até onde a crença no determinismo biológico teria sido realmente ultrapassada por Freud, ou seja, não teriam tido as intervenções cirúrgicas da princesa uma posição correlata às intervenções cirúrgicas feitas por Fliess, num passado distante? Pontuar variáveis inconscientes do mundo psíquico de Freud, que podem ter tido influência no fato de que sua intervenção analítica não tenha tido valor de ato, ou seja, o de ter provocado uma mudança na relação de Marie Bonaparte com o sintoma da frigidez, resultou, neste escrito, um exercício hipotético. De um lado, tal exercício tem o suporte de dados históricos da vida de Freud, mas não podemos deixar de ressaltar que Marie Bonaparte, apesar do amor de transferência para com seu analista, poderia ter sido resistente o suficiente para não suportar a escuta de palavras que mobilizassem este núcleo traumático – o de sua “virilidade” –, algo da ordem de um sintoma impossível a ser tratado para a “última Bonaparte” (ibid., p. 15), nome com o qual sonhou ser intitulada. Lacan e a questão da frigidez Lacan, em “Idéias diretivas para um congresso sobre a sexualidade feminina” (1960), debruça-se sobre este tema no tópico: “A frigidez e a estrutura subjetiva”. Neste trabalho ressalta o caráter de inacessibilidade da frigidez pela via somática, bem como o fracasso freqüente do companheiro da mulher, o qual, com toda boa vontade, pode querer ajudá-la. É só por meio da análise que, via manejo da relação transferencial, o sujeito pode ser convocado a sair desta posição defensiva que estamos denominando frigidez. Diferentemente de Freud, que acentuou a inveja do pênis – Penisneid – como o rochedo intransponível na vida de uma mulher e causa nuclear de um complexo de sintomas, Lacan vai falar da feminilidade como sendo aquela que, exatamente por não ter (o falo), pode tornar-se o falo para o homem. Diferentemente de Freud, que muitas vezes usou o termo falo como sinônimo de pênis, Lacan vai reatualizar sua leitura, distanciando-o do terreno biológico e fazendo-o representar o significante do desejo no ser humano. Assim, a mulher marcada pela castração pode buscar tornar-se o objeto fálico para seu parceiro – o significante do seu desejo – e, para tanto, parece não ter limites: doa seu corpo, seu ser. Ou seja, é exatamente por não ter o falo que ela pode fazer de si mesma aquilo que falta ao seu parceiro e, muitas vezes, leva isto tão a sério que 33 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 se esquece de si mesma – passa a ser o objeto que falta ao Outro do amor. Pensemos num caso em que a mulher, diante da questão: “O que ele, o Outro do amor, quer de mim? De que desejo ele me quer desejante? Ah! Ele me quer uma figura apresentável para acompanhá-lo socialmente? Serei”. Neste caso, é sua leitura daquilo que falta ao Outro e uma disposição para completá-lo que a cristaliza na posição de objeto – identifica-se imaginariamente com o falo e com isto tampona seu desejo, criando um obstáculo para o circuito do gozo. Freqüentemente, “este pacto não falado” pode ser sustentado por anos: ela como uma mulher para acompanhá-lo em reuniões formais; ela acreditando ser a única mulher deste homem. Um tropeço no real, ou seja, um dado que desfigure a estabilidade do casal, pode fazer com que esta mulher, pela primeira vez, venha a se questionar sobre seu desejo, sobre seu gozo. Estamos querendo ressaltar que ser amada, como única e capaz de fazer o parceiro gozar, pode ser suficiente para que uma mulher mantenha em suspenso, às vezes por toda a vida, uma questão sobre seu querer. Uma das conseqüências que podemos tirar daquilo que foi acima relatado é a de que a falta de satisfação sexual pode ser bem tolerada pela mulher, ela pode não se perguntar sobre se ela tem ou não orgasmos, se é ou não frígida – o que importa, e muito para uma mulher, é ser amada pelo seu parceiro e ser causa do seu gozo. A vertente temporal e a questão do gozo Se, na clínica psicanalítica, constatamos o caráter indestrutível do desejo inconsciente impulsionando o sujeito a sonhar, a repetir formações sintomáticas, a produzir atos falhos, chistes, e também obras criativas, constatamos também o caráter intermitente do desejo quando se manifesta no plano sexual-genital. Freud já apontava que o gozo tem conseqüências sobre o desejo: ele produz um rebaixamento do valor erótico do objeto quando se satisfaz, e é necessário um ciclo temporal para que o desejo volte a se manifestar. Miller (2000, p. 31) comenta a fenomenologia do coito por parte do homem: é perfeitamente demarcado. O gozo fálico tem um ciclo e uma localização. “Quando gozou, gozou-se.” Por parte da mulher, o ciclo temporal não é perfeitamente marcado; quanto à erótica do espaço, podemos também pontuar que não é possível localizar o órgão-sede do gozo feminino. Mais além do clitóris desenha-se um circuito de gozo que é da ordem inconsciente, e dele a mulher nada é capaz de dizer. Considerandose que o ciclo temporal do gozo feminino não pode ser escandido, ressaltamos 34 R E V I S T A L A T I N O A M E R I C A N A DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L ano VII, n. 3, set/ 2 0 04 a importância que assume para ela o fato de que, na passagem do tempo, o amor possa substituir o gozo; é preciso que declarações e/ou gestos de carinho se presentifiquem na seqüência temporal. Escutemos estas falas dita por uma mulher, após uma relação amorosa: “Você já vai?”; “Fala alguma coisa”; “O que você está pensando?”. É pela via do amor que ela pode, muitas vezes, lidar com o gozo que não houve. Mas estamos pensando no sintoma da frigidez e o manejo da seqüência temporal é um fator importante a ser considerado na estrutura histérica. Com Lacan, poderíamos dizer que a histeria engloba a “fase viril freudiana”, ou seja, o aspecto da mascarada o qual consiste em “identificar-se com o falo”: a operação histérica, por excelência, é suspender o gozo para manter o desejo. A essência temporal da histeria consistiria em poder viver uma continuidade do desejo – sempre insatisfeito –, e a suspensão do gozo. Quanto ao amor, este pode ser supervalorizado nestes casos: amam, desejam e, no entanto, criam obstáculos para que o gozo não seja vivido. Este mecanismo pode ser eternizado à medida que se escolha como objeto de amor um príncipe encantado, um amante morto... Conjuga-se o amor e o desejo por esta figura “impossível”, impossível de oferecer condições para que o circuito do gozo possa ter lugar. O gozo feminino e a questão do saber científico Tomando-se por base um caso clínico de Piera Aulagnier (1990, p. 71), buscaremos discutir a interface da influência do saber científico com a esfera do mundo psíquico de um sujeito. Trata-se de uma jovem que busca um tratamento analítico para libertar-se de um ciúme invasor, que vinha tornando difícil suas relações amorosas. Esse ciúme referia-se ao medo de que seu parceiro pudesse enganá-la com outra mulher, mas também era-lhe insuportável admitir que ele pudesse desejar qualquer coisa que não ela mesma: por exemplo, sua paixão pela dança, pela filatelia, etc. Ela está a alguns anos com ele e se diz muito apaixonada – as noites que passam juntos são fonte de enorme prazer. No plano sexual, tudo parece bem; parece que a frigidez não vem ao caso. Entretanto, este quadro apresenta uma grande mudança um dia após esta mulher, a convite da irmã médica, ter ido assistir a uma conferência sobre sexualidade feminina, cujo título era “O gozo, direito feminino”. A conferencista, armada de desenhos de anatomia, esquemas neurofisiológicos e estatísticos, buscava desvendar às ouvintes o conceito de que o gozo está ao alcance de todas, bastando apenas dominar o sistema neuromuscular que o rege. Diante desta exibição de saber científico, esta paciente mostra-se perplexa: se a conferencista afirmava que o pra35 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 zer orgástico necessita um certo ritmo de movimentos corporais, como nomear o que acontecia com ela? Ocorre que seu prazer era acompanhado de um abandono junto ao seu parceiro, durante o qual se deleitava em imaginar-se um objeto inanimado, manipulado à vontade por ele. Se o “saber científico” havia dito que não se pode falar em gozo a não ser acompanhado por uma “perda total da consciência”, que acontecia com seu gozo que sempre se baseava nos sinais de evanescência que o prazer fazia surgir no outro? Sabia que seu prazer era real, mas sentiu-se perplexa quanto a seu gozo: não seria verdade que ela gozava? Será que seu gozo era da ordem de um fingimento? Assim, enquanto este tipo de questão não se coloca para o homem, para a mulher, seu gozo pode permanecer um enigma para ela mesma. Nada, aqui, pode vir a separar o verdadeiro do falso; é ela mesma que construirá, ao longo de seu trabalho analítico, aquilo que é da ordem da sua verdade, da sua especificidade de amar e gozar. Isto põe em causa a questão do sentido à vida que ela vive – o qual é absolutamente particular para a psicanálise – não ser da ordem ditada por um pretenso modelo de verdade científica aplicável a todas as mulheres. Amor, desejo e gozo feminino Lacan (1960) questiona a unicidade do desejo feminino como sendo o “desejo de pênis”; questiona a aparente convergência do amor e do desejo feminino quanto ao objeto. No capítulo sobre a frigidez feminina, ele nos traz a figura de um véu e diz que sob uma aparente unicidade esconde-se uma real duplicidade do sujeito feminino, ou seja, o desejo de uma mulher não é apenas um desdobramento das marcas deixadas pelo vínculo edipiano com o pai: há um além não capturado pela ordem fálica. A mulher é não-toda submetida à ordem da linguagem; para-além do falo há algo diferente, difuso, fora da linguagem e que Lacan denominou Outro gozo. Se o gozo fálico caracteriza a posição masculina, a feminina se conecta a este Outro gozo. Ocorre que, para a mulher ter acesso a este Outro gozo, ela precisa do homem como um conector privilegiado: o homem desejado. Assim, se na frente do véu o desejo feminino visa ao parceiro sexual, por outro lado, o seu amor é chamado por um ponto atrás do véu. Na frente do véu está o parceiro sexual, atrás do véu “o outro homem”, que Lacan denominou incubo ideal: um amante castrado ou um homem morto, que podem ser resumidos na figura de Cristo. Incubo é um termo do domínio da demonologia e fala de um tipo de demônio que vem possuir as mulheres à noite, durante o pesadelo. Esta figura do 36 R E V I S T A L A T I N O A M E R I C A N A DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L ano VII, n. 3, set/ 2 0 04 incubo seria a correlata de um pai detentor do gozo absoluto, uma dimensão anterior à ordem da falta e, portanto, do desejo. Esta figura representaria um marco entre o real do gozo e a inscrição da lei da castração. Ela também nos permite pensar num modelo de amor erotomaníaco, característico da mulher: supõe o amor partindo do outro. “Ele me ama”, ou seja, é porque ele me ama que vem me possuir à noite. Aqui está a interface do amor e do gozo nas diversas montagens que escutamos na clínica e que são desdobramentos desta estrutura. Quanto ao desejo, ressaltemos que tal estratégia amorosa coloca, no limite, a responsabilidade do desejo de uma mulher em suspenso: “é ele que me ama...”. O circuito do amor e do gozo feminino partiria então deste ponto atrás do véu e vai culminar no órgão masculino desejado – na frente do véu. Onde localizar a erótica do espaço do gozo feminino neste modelo? Lacan não retoma a dicotomia freudiana do gozo clitorídeo e vaginal, uma vez que seu modelo de aparelho psíquico descola-se definitivamente do corpo orgânico. Lacan vai situar o gozo no trajeto surrealista que parte do incubo em direção ao pênis fetichizado do parceiro. Assim, este ponto atrás do véu ressalta a proximidade do amor e do gozo no universo feminino, tão freqüentemente observável na clínica. Mais do que isto, ele aponta uma dimensão do gozo que é da ordem não sabida, posto que é fora da linguagem. Isto nos remete à questão da frigidez na mulher e sua relação com este desdobramento do gozo: 1) Outro gozo – atrás do véu: neste lugar psíquico o parceiro não existe e o corpo é experimentado com nuances de sofrimento – é um gozo do corpo e fora do sexo; 2) Gozo fálico – na frente do véu: realiza-se na relação sexual, permitindo a identificação de um sujeito e sua leitura do valor que tem na parceria que está estabelecendo; é um gozo no sexo que, por sua vez, está atrelado a um corpo marcado por uma seqüência histórica de significantes e submetido à partição dos sexos. Pode ocorrer uma fixação, defensiva, da mulher no gozo fálico, o que nos remete à “mascarada”, ou seja, de tanto parecer – pareser –, uma mulher-falo para o homem, a mulher rejeita uma parte essencial de sua feminilidade: o Outro gozo. De tanto pare-ser para o parceiro tudo aquilo que ele deseja, um falo imaginário, corre o risco de “esquecer-se” de si mesma, pode nada querer saber do fato, de que nada sente numa relação sexual; enfim, que é frígida. Trazemos o caso de Dulce, que nos procura queixando-se, no caso, da dificuldade de expôr-se em público, sendo que esta capacidade de poder exporse em público fazia parte de sua profissão: ela dava aulas, palestras. Só muito tempo depois, vem a sofrer por poder verbalizar aquilo que não tinha se tornado questão por toda uma vida: sua frigidez. Seu discurso era marcado por dizer “que o companheiro a desejava muito, que para ele tinha sido muito bom”. Foi quando pôde começar a falar de si que se confrontou com o fato de que tudo o que queria “era acabar logo com aquilo” e que “não sentia nada” na vida sexual. Ao longo 37 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 do trabalho analítico pôde reconstituir uma cena fantasmática em que, muito pequenina, ficava nua, na frente de uma grande janela voltada para a rua, todas as vezes que ficava de castigo. Sua mãe fazia com que ela ficasse nesta posição por muito tempo, toda vez que a punha de castigo. Uma vez, leu uma carta da mãe em que esta dizia sentir-se “um penico de esperma do marido”. Do seu pai guarda a lembrança daquele incapaz de dizer uma palavra para ir contra a mãe, um pai afetivo e apaixonado por aquela mulher. Esta posição, a de “ser objeto oferecido ao olhar do Outro”, causou marcas psíquicas que se exteriorizaram como uma defesa na relação com um parceiro: a frigidez. Identifica-se com uma mãe fálica e dá-se a ver como sendo aquela que é sensual, que tem tudo o que um homem precisa para ser feliz, mas por outro lado, ainda na vertente da identificação materna, passa a ser, sem que ninguém o saiba, “um penico de esperma dos homens”. Frígida com o namorado, ela buscava o gozo com outros homens que desejava até o momento do encontro sexual; o próximo passo era que tudo terminasse rápido, só queria poder lavar-se e apagar os vestígios daquele encontro. Desejava o encontro enquanto tudo eram carícias, enquanto se assegurava que era capaz de fazer o homem desejá-la, porém, para Dulce, não se colocava a questão da penetração – isto era insuportável, tinha nojo; tal manobra psíquica resultava na suspensão do gozo. Durante o trabalho analítico, Dulce pôde deslocar-se do lugar de ser aquela que “os homens desejam” para poder questionar-se sobre seu desejo, pôde deixar de ocupar o lugar daquela que sabe o que o outro quer dela, para duvidar deste saber. De sonhos nos quais passava por tanques de formol cheios de pênis, que ela picava para fazer valer a equação da igualdade sexual, pôde fazer giros, defrontar-se com a pura diferença, e vir a amar, desejar e gozar na relação com um “homem forte, que tinha o comando sobre seu corpo”. Se na frente do véu ela pode desejar um “homem forte, capaz de fazer com que se visse toda envolvida em seus braços”, atrás do véu, o seu gozo e seu amor surgem da figura do incubo, lugar marcado pelo princípio de castração simbólica do sujeito – o “Nome-do-Pai”. Suportar a diferença absoluta que a virilidade impõe só é possível quando a mulher for marcada pela castração simbólica e, desde o inconsciente, puder ser desenhado um circuito no qual “o amor por um homem, permita ao gozo ceder, de maneira voluntária, ao desejo” (Lacan, 1963). Adélia Prado (1991, p. 11) nos fala: “Mulher é desdobrável. Eu sou”. O poeta, como muito antes Freud o ressaltou, sabe mais que o analista: é desdobrando-se, de uma primeira identificação fálica, que o sujeito pôde defrontar-se com sua falta, e tornar-se mulher; pôde reconhecer a virilidade do homem desejado, permitindo que a dialética do amor, desejo e gozo pudessem ser conjugados no seu mundo psíquico. 38 R E V I S T A L A T I N O A M E R I C A N A DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L ano VII, n. 3, set/ 2 0 04 Referências AULAGNIER-SPAIRANI, P. Observações sobre a feminidade e suas transformações. In: CLAVREUL, J. O desejo e a perversão. Campinas: Papirus, 1990. BERTIN, C. A última Bonaparte. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. BUCHALA, A. P. Sexo: o melhor e o pior da vida a dois. Veja, São Paulo, v. 34, n. 11, p. 116-23, 21/ março/ 2001. FREUD, S. (1918). El tabú de la virgindad. In: Obras completas. 3. ed. Trad. Lopez- Ballesteros y L. Torres. Madrid: Biblioteca Nueva, 1972. ____ (1925). Algunas consequencias psíquicas de la diferencia sexual anatómica. In: Obras completas. 3. ed. Trad. Lopez-Ballesteros y L. Torres. Madrid: Biblioteca Nueva, 1972. ____ (1932). La feminidad. Nuevas lecciones introdutorias al psicoanalisis. In: Obras completas. 3. ed. Trad. Lopez-Ballesteros y L. Torres. Madrid: Biblioteca Nueva, 1972. LACAN, J. (1960). Ideas directivas para um congreso sobre la sexualidade femenina (parte VIII). In: Escritos II. México: Siglo Veintiuno, 1989. ____ L’angoisse (manuscrito). Aula do dia 13 de março de 1963. MILLER, J. A. A erótica do tempo. Rio de Janeiro: Latusa, 2000. PRADO, A. Com licença poética. In: Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. Resumos La frigidez femenina, a diferencia de la impotencia masculina, no hace necesariamente síntoma. Es en el transcurso del trabajo analítico que ella puede asumir el estatuto de sufrimiento para un sujeto. Qué puede ofrecer el psicoanálisis como parámetro para que podamos pensar la(s) causa(s) de la frigidez? Con Freud, retomaremos algunos aspectos del célebre análisis que este hiciera de la princesa Marie-Bonaparte, que sufrió con su frigidez. Con Lacan, destacaremos el manejo de la relación transferencial para que la dialéctica del amor, deseo y gozo pueda tener lugar en el mundo psíquico de quien ocupa la posición defensiva denominada frigidez. Palabras claves: Frigidez, amor, deseo, gozo, Freud La frigidité féminine, contrairement à l’impuissance masculine, ne fait nécessairement pas symptôme. Est-il au cours du travail analytique qu’elle peut 39 ARTIGOS ano VII, n. 3, set/20 04 assumer le statut de souffrance pour un sujet. La psychanalyse, quels paramètres peut-elle nous offrir pour penser la (les) cause(s) de la frigidité? Avec Freud, nous recouvrerons aspects de la célèbre analyse guidé sur la princes Marie Bonaparte, qui souffrait avec sa frigidité. Avec Lacan, nous aurons détacher la importance du maniement du rapport transferentiel pour qui la dialectic du amour, désir et jouissance puisse se conjuguer dans le monde psychique de laquelle qui a ocupé la position défensive nomée frigidité. Mots clés: Frigidité, amour, désir, jouissance, Freud, Lacan Female frigidity, differently from male impotence, does not necessarily show up as a symptom. During analytical work it can take on the status of suffering for the subject. What parameters can psychoanalysis offer to identify the cause(s) of frigidity? In this article, we take up aspects treated by Freud in his famous analysis of Princess Marie Bonaparte, who suffered from frigidity. Lacan will help us underline the question of how to deal with transference so that that dialectics of love, desire and jouissance can find a place in the psychic world of a woman who occupied the defensive position know as frigidity. Key words: Frigidity, love, desire, jouissance, Freud, Lacan Versão inicial recebida em agosto de 2003 Versão
O que é ORGASMO?sexo, mulheres, desejo sexual
Orgasmo - do grego orgasmós, de orgân, que significa ferver de ardor - é definido como o mais alto grau de excitação sexual e, portanto, o prazer físico mais intenso que um ser humano pode experimentar. Ele provoca algumas reações como aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, pupilas dilatadas e, na mulher, os músculos do aparelho genital contraem-se ritmicamente. falta de desejo sexual, desejo sexual em mulheres, saúde da mulher, viagra feminino, pramil feminino, estimulante sexual feminino, impotencia feminina, frigidez
sexo, mulheres, desejo sexual |Quais os tipos?
Segundo pesquisadores existem três tipos de orgasmo: clitoridiano, vaginal e múltiplo.

O primeiro acontece quando o clitóris é estimulado. Trata-se de um órgão sexual externo, embora esteja localizado no interior da vulva (com formato de um Y) possui mais ou menos 10 centímetros de comprimento, mas apenas a sua ponta fica exposta). O clitóris é feio de tecido erétil que incha e se enche de sangue, tornando-se rígido quando excitado através do toque.

O vaginal ocorre quando o ponto G (leia definição abaixo) é estimulado pelo pênis ou manualmente. A teoria é de que esse orgasmo é bem mais intenso que o clitoridiano. Nesse tipo, a mulher pode ter uma ejaculação. O fluido expelido é semelhante ao sêmem.

Já os múltiplos correspondem à sucessão rápida de orgasmos, sem intervalos de repouso.

Os orgasmos podem ocorrer no aparelho genital externo (clitóris, nos lábios e na entrada da vagina), dentro da vagina, no ponto G e, não muito freqüente, em várias partes do corpo. Os orgasmos múltiplos podem acontecer tanto na área externa quanto interna da vagina. A mulher pode alcançar até sete orgasmos seguidos.

Qual a função do ORGASMO?
Revitalizar e equilibrar os sistemas orgânicos, psíquicos, emocionais, afetivos e mentais.

Quanto tempo dura?
Os orgasmos variam de mulher para mulher, bem como a sua duração. Eles podem se resumir a apenas alguns segundos ou chegar até a um minuto.

Toda mulher é capaz de ter ORGASMO?
Sim, desde que não estejam sofrendo de alguma doença neurológica, endocrinológica ou ginecológica, que tenham destruído a base física do orgasmo. É fundamental não ter pressa. O casal tem que estar livre para o sexo, deixando as preocupações de lado. É importante também que o parceiro queira trocar sensações, emoções e muito prazer.
Assim, a garantia será de momentos únicos e inesquecíveis para ambos.

É importante ressaltar que muitas mulheres podem não sentir orgasmo devido a fatores psicológicos desencadeados por uma falta de Higiene Mental Familiar adequada ou até mesmo traumas. Nesses casos a hipnoterapia é aconselhada.

O que é ponto G?
Trata-se da área na parede superior interna da vagina, sensível á pressão profunda. Em algumas mulheres, incha e leva a um orgasmo intenso quando estimulado. Há 40 anos, o ginecologista alemão Ernst Gräfenberg foi quem primeiro descreveu este ponto. Quando a região é estimulada, as mulheres geralmente experimentam uma sensação semelhante a uma necessidade urgente de urinar. Do tamanho de um grão de feijão, pode chegar ao tamanho de uma moeda de 50 centavos. Fica situado a cinco centímetros da entrada da vagina.

O que é músculo PC?sexo, mulheres, desejo sexual
O nome completo é músculo pubococcígeo. Trata-se de um grupo de músculos que forma a base da pélvis e sustenta os órgãos genitais. Ele começa no osso púbico, faz um anel em volta da vagina, a cerca de dois centímetros e meio da entrada, e se une na base da coluna. Durante o orgasmo, o músculo se contrai involuntariamente por alguns segundos. Ter uma musculatura PC forte ajuda a alcançar o orgasmo e a ejaculação. Tanto mulheres como homens podem fortalecê-lo durante o sexo, praticando exercícios de Kegel:

- Primeiro localize os músculos ao redor da vagina (aqueles que você usa quando tenta parar o fluxo da urina).

- Contraia e relaxe esses músculos, seguidamente (talvez ajude se você inserir o dedo na vagina e, depois, comprimir suas paredes).

- Gradualmente, aumente o número de repetições e a duração de cada contração. Você pode fazer este exercício a qualquer momento: numa fila de banco, durante o banho, conversando ao telefone. Após seis semanas de prática, começará a sentir uma diferença na qualidade da relação sexual. E uma dica a mais: ensine ao seu parceiro o mesmo exercício. Ele obterá maior controle sobre a ejaculação.

O que é ejaculação feminina?
É um líquido parecido com leite desnatado aguado. Tem um odor levemente adocicado ou é inodoro. Possui consistência rala e pode ser mais abundante do que o líquido ejaculado pelo homem (a quantidade varia de cinco a 200 ml). Geralmente é expelido quando a mulher tem orgasmos múltiplos com a estimulação do ponto G. A ejaculação feminina sai da uretra e é produzida nas glândulas de Skene. Acontece durante ou logo depois do orgasmo. Na ejaculação, a mulher tem uma sensação de plenitude. Os gregos da
Antigüidade acreditavam que esse fluido contribuía para a concepção.

Toda mulher pode ejacular durante o ORGASMO?
Isso é possível desde que as mulheres saibam como fazê-lo. Em geral, as que ejaculam têm músculos PC fortes. Quanto mais a mulher estimular seus órgãos genitais, mais fortalecidos ficarão seus músculos.

O orgasmo obtido com a masturbação é melhor do que com o parceiro?
Com a masturbação, a mulher sabe qual a área mais sensível, os movimentos e a pressão certos. Por isso, oferece um prazer muito grande e permite que a mulher alcance até cinco orgasmos. Mas o sexo flui muito melhor se o parceiro tiver sensibilidade e disposição para conhecer o corpo da mulher, garantindo prazer em dobro.

O que é frigidez?sexo, mulheres, desejo sexual
Acontece quando a mulher sente pouco ou nenhum interesse por sexo. Pode até atingir o orgasmo, mas o contato físico lhe é desagradável - ela quer que termine logo. A maioria dessas mulheres considera angustiante a experiência sexual. A ausência total ou parcial do orgasmo denomina-se anorgasmia e é a mais freqüente das disfunções sexuais femininas. A maioria das causas é psicológica e é importante fazer uma avaliação com um especialista.

Quais fatores podem levar a mulher a não ter ORGASMO?
Fatores fisiológicos e psicológicos podem dificultar ou impedir o orgasmo. Vaginismo (contrações dolorosas involuntárias dos músculos vaginais), desequilíbrio hormonal, distúrbios do sistema nervoso, inflamações ou lesões genitais, uso excessivo de drogas e/ou álcool estão entre algumas causas. Além disso, problemas de origem emocional como ressentimentos, conflitos conjugais, medo, falta de atração sexual e/ou afetiva, timidez, culpa, medo da gravidez, preocupação em atingir o orgasmo, ausência de sentimento ou de amor também atrapalham a conquista do orgasmo. Como foi comentado acima, a hipnoterapia é aconselhada quando a falta de orgasmo está relacionado a fatores psicológicos.

Qual a dica para se obter o ORGASMO?sexo, mulheres, desejo sexual
Para alcançar o orgasmo, é preciso que a mulher conheça o próprio corpo e o que ele deseja. Acabar com a vergonha e falar com o parceiro sobre suas preferências também é fundamental. Só assim a relação será completa e trará benefícios para ambos.